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“Vamos tomar um café?” A The Coffee Match funciona como um Tinder para networking, o que traz big data e marketing a cafeterias.

Uma frase é comum ao marcar reuniões: “vamos tomar um café?”. A frase é comum mesmo quando o local do encontro não é, realmente, uma cafeteria e se tornou um clássico no Brasil, Estados Unidos e em outros países do mundo.

Como um dos maiores produtores e exportadores de café do mundo, temos uma longa relação com essa clássica bebida. Nos Estados Unidos, também. Isso porque, no país, cafeterias tornaram-se mais do que um local para tomar bebidas ou fazer uma refeição rápida, mas um local de estudo e até de trabalho.

A Starbucks é um exemplo, pois a cafeteria oferece wifi gratuito aos clientes e frequentemente muitos são vistos digitando em seus computadores ou estudando em livros. Foi com base nessa percepção que o empreendedor Nicolas Romano criou a startup The Coffee Match.

Romano é advogado, mas hoje, identifica-se como empreendedor. Após prestar a prova da OAB, o Romano foi para os Estados Unidos em 2012 e teve um insight. “Eu queria empreender, mudar o mundo”. No país, ele conheceu o conceito de startup, apresentado pelo amigo Fernando Epelman – co-founder da The Coffee Match, e buscou novas ideias para empreender.

“Quando você tem um projeto inicial, é muito difícil encontrar co-fundadores, equipe e investidores para o seu negócio”, comentou Romano. “Então eu pensei: por que não conectar pessoas em busca de projetos ou pessoas que já tem as suas ideias e querem tirá-las do papel? A forma seria lúdica e agradável, através de cafeterias como Starbucks, que proporcionam Wifi e um local seguro, voltado para isso”. Então, a The Coffee Match foi criada, funcionando como um Tinder para novos negócios.

A The Coffee Match é um aplicativo no qual cada usuário faz seu perfil, colocando sua formação, interesses e localização. O aplicativo então mostra pessoas com interesses semelhantes e elas dão “match”. Essas pessoas então combinam o encontro em uma cafeteria parceira e ganham um café expresso (afinal, você lembra da expressão “Vamos tomar um café?”).

Para os usuários, é uma forma de conhecer pessoas com os mesmos interesses, realizando um networking. “Eu descobri que 85% dos novos negócios são construídos por networking”, afirmou o CEO da The Coffee Match.

Modelo de negócios

aplicativo de networking em cafeterias

Já para as cafeterias parceiras, oferecer cafés é um estímulo para que os clientes frequentem mais seus estabelecimentos – e geralmente, as reuniões não ficam apenas em um café, e os clientes consomem outros produtos. “Nós aumentamos o ticket médio das cafeterias em até 40% e levamos cerca de 800 pessoas semanalmente”, comenta Romano.

E o aplicativo ainda se conecta ao PDV das cafeterias, fornecendo big data às empresas. Isso porque as empresas possuem informações do consumo dos clientes, mas não sabem quem são eles, seus costumes, faixa etária, entre outros. A união dos dados de perfil dos clientes da The Coffee Match ao relatório de consumo traz informações valiosas às empresas.

“Estamos colocando as cafeterias literalmente no mundo digital, construindo sistema de pagamentos, criando um programa de fidelidade, fornecendo big data e principalmente fazendo um marketing digital”, afirma Nicolas Romano.

E, atualmente, o modelo de negócios da The Coffee Match é que as empresas pagam valores determinados pelo big data fornecido. Isso porque a The Coffee Match percebe quando os usuários passam um longo tempo sem frequentar as cafeterias parceiras e também pode oferecer descontos, incentivando novas visitas. Atualmente, as parceiras da The Coffee Match são a Suplicy e Octávio Café, mas a empresa está trabalhando na expansão das relações com as cafeterias e até mesmo com hotéis e restaurantes.

Mas a startup possui um plano para outros produtos à longo prazo. Isso porque a The Coffee Match está começando a realizar eventos de networking, organizados pela relações públicas Fernanda Barbosa. “A ideia é ser a maior plataforma de conexão de cafés do mundo sem sequer produzir café”, comentou o CEO.

E, para isso, a startup está desenvolvendo até mesmo um programa de fidelidade. Quanto mais um usuário conhece e toma café em cafeterias parceiras, vai acumulando pontos que poderão ser trocados em serviços ou até mesmo na entrada de eventos.

Trajetória

A The Coffee Match possui o site e aplicativo em inglês porque foi lançada inicialmente nos Estados Unidos. No país, os encontros eram organizados no Starbucks. Atualmente, a startup está atuando no Brasil.

O aplicativo foi lançado no ano passado, no dia 14 de abril, Dia Mundial do Café. Atualmente, está disponível para iOS, mas o aplicativo para Android deverá ser relevado em dois meses.

Investimentos

Para criar a startup, os fundadores – Nicolas Romano e Fernando Epelman – levantaram capital próprio e contaram com o apoio de investidores-anjo, somando R$ 480 mil em capital. A startup está captando R$ 1 milhão para gerar mais tração, aumentar a equipe e investir em marketing.

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