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Foto: André Rodrigues – Cafeteria Supernova Coffee Roasters.

Consumo diário de café dos jovens de 19 a 34 anos representa 44% do mercado nos EUA

O Bureau de Inteligência Competitiva do Café da Universidade Federal de Lavras – UFLA, por meio do seu Relatório Internacional de Tendências do Café do mês de novembro de 2016, traz como destaques nas suas análises que a “Terceira Onda do Café” se consolidou como tendência duradoura no mercado; e que uma empresa especializada em pesquisa de mercado de alimentos constatou que os ‘millennials – grupo de jovens com idades entre 19 e 34 anos – representam cerca de 44% do mercado consumidor de café nos Estados Unidos. E ainda que, nos últimos oito anos, o consumo diário de café dos jovens de 18 a 24 anos também aumentou de 34% para 48%.

Terceira Onda do Café – De acordo com o Relatório do Bureau, a Terceira Onda do Café, expressão que foi criada no início dos anos 2000, somente teve a popularização desse conceito nos últimos anos, quando inúmeras cafeterias independentes surgiram com uma proposta alinhada à terceira onda, amparadas pela exigência cada vez mais crescente dos consumidores por qualidade.

Especialistas em café atribuem a “Primeira Onda” ao aumento exponencial do consumo decorrente da modernização das etapas do processamento e comercialização do produto, até então de baixíssima qualidade. E a “Segunda Onda” teria surgido como reação ao movimento anterior, sendo responsável pela introdução do conceito de cafés especiais e de origem produtora, bem como pela popularização do café expresso e do consumo da bebida em cafeterias. Por fim, a “Terceira Onda” estaria ligada à percepção do café como produto artesanal, diferenciado por inúmeros atributos, como qualidade, origem, torra e método de preparo, que é comercializado de forma mais direta entre os elos da cadeia produtiva.

No ambiente da Terceira Onda, algumas grandes redes têm investido nesse segmento com a oferta de cafés de altíssima qualidade e origem única. Particularmente no Brasil, o primeiro registro de ocorrência da Terceira Onda se deu em 2012. Hoje, muitas empresas brasileiras já abraçaram a proposta da terceira onda e, com isso, ajudam a construir um mercado de café mais sofisticado no país. Isso evidencia que o consumidor realmente está mais exigente e disposto a pagar por qualidade, o que fará da Terceira Onda do Café algo duradouro, destaca o Relatório Internacional de Tendências do Café do mês de novembro de 2016.

Cápsulas Reutilizáveis – As cápsulas reutilizáveis são uma alternativa que se mostram viáveis e baratas para os consumidores preocupados com o dano ambiental provocado pelo descarte das cápsulas comuns. O Relatório destaca uma empresa que desenvolveu cápsulas recicláveis que possuem folhas de alumínio que servem para selá-las. E, ainda, contém uma colher para facilitar sua recarga e um criador de cápsulas, que consiste em uma peça de plástico que auxilia na montagem, compatíveis com máquinas que extraem esse tipo de bebida. Para utilizá-las, basta recarregar o copo de plástico com o pó de preferência do consumidor, tampá-lo com a folha de alumínio descartável e inseri-lo no criador de cápsulas. Após adicioná-la ao criador de cápsulas, é só pressionar e girar o mecanismo para que a tampa seja devidamente encaixada ao copo.

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Relatório Internacional de Tendências do Café do Bureau de Inteligência Competitiva do Café faz parte do projeto “Criação e Difusão de Inteligência Competitiva para Cafeicultura Brasileira” do Consórcio Pesquisa Café, coordenado pela Embrapa Café. O relatório é dividido em três seções temáticas (produção, indústria e cafeterias) e uma seção de insights. Cada seção temática é iniciada por um sumário e elaborada a partir de notícias nacionais e internacionais coletadas pela equipe do Bureau. Nos Insights, os analistas do Bureau apresentam a sua interpretação e considerações acerca dos tópicos selecionados.

Fonte: www.consorciopesquisacafe.com.br

Para saber mais sobre o Relatório do Bureau da UFLA, acesse:

Relatório Internacional de Tendências do Café  (VOL. 5 / Nº 10 / 30 de novembro de 2016)

Embrapa Café

Consórcio Pesquisa Café

Observatório do Café

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