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Os brasileiros passaram a ser mais criteriosos para escolher o café. A tendência abriu espaço para os cafés especiais, que conquistam cada vez mais adeptos.

Mais do que um momento prazeroso do dia, o consumo da bebida faz rememorar momentos de infância, união, família, lembrança esta que quase todo brasileiro tem. O hábito de beber café, no entanto, está se tornando mais apurado e sofisticado. Especialistas afirmam que o café coado com açúcar, tradicionalíssimo no interior do país, vem ganhando a companhia de uma miríade de gostos, texturas e aromas, presentes de cafés especiais, que atrai mais consumidores. Os brasileiros passaram a descobrir o potencial do café, estão culturalmente mais amadurecidos em relação ao produto e cada vez mais exigentes.

O segmento de cafés especiais, formado pelos produtos de qualidade superior e mais caros, de fato vem crescendo de forma acelerada no país. Segundo uma pesquisa da consultoria Euromonitor, a categoria já representa cerca de 10% das vendas domésticas da bebida. O Brasil é o segundo maior consumidor de café do mundo, perdendo apenas para os Estados Unidos. No ano passado, os brasileiros consumiram 1,07 milhão de toneladas, um crescimento de 3,3% em relação ao ano anterior. Em pó, responde por 81% das vendas. Já as cápsulas, consideradas a porta de entrada aos cafés premium, representam apenas 1% do que é comercializado, porém, segundo a consultoria, suas vendas crescem de forma dinâmica e acelerada. De maneira geral, em 2017, houve uma maior diversificação do mix de produtos, criando um cenário mais propício aos cafés de melhor qualidade, diz a Euromonitor.

Essa crescente disponibilidade de opções de cafés de qualidade, graças a lançamentos de grandes e pequenos fabricantes e aliada a uma maior exposição da bebida na mídia tradicional e, especialmente, na internet, é um dos motivos que mais contribui para esse amadurecimento do costume de beber café no Brasil, segundo a pesquisa. Mais informado, o consumidor está descobrindo a complexidade da bebida. Assim como o vinho, o café permite inúmeras harmonizações, dependendo de suas características. Especialistas no tema explicam que as variações de gosto e aroma do produto decorrem de fatores como o tipo de café plantado, a região onde foi cultivado, o modo de preparo e, até mesmo, a densidade do grão. O equilíbrio perfeito entre intensidade, acidez e corpo se dá por meio da torra, cuja graduação deve levar em conta todos esses pontos. Isso porque, o tipo de café produzido no Brasil é mais propício para uma torra intensa, que resulta em uma bebida mais forte. Já os grãos da Etiópia são perfeitos para um café mais leve e aromático.

Resultados da mudança

Os efeitos dessa mudança de comportamento já podem ser verificados nos restaurantes, que estão mais criteriosos na hora de oferecer o tradicional cafezinho depois do almoço. O Mocotó, de São Paulo, famoso pelos pratos bem servidos de culinária sertaneja e nordestina, lançou, recentemente, o Mocotó Café, estabelecimento focado na bebida. Segundo Adriana Salay, responsável pela área de comunicação do restaurante, a ideia surgiu quando o chef Rodrigo Oliveira percebeu a importância daquele momento para seus clientes. “Não dá para servir uma excelente refeição e estragar tudo no final com um café de má qualidade”, diz Salay. Um bom, por outro lado, deixa o cliente com aquele gostinho de quero mais, ainda que a conta venha salgada.

Amantes do café também estão descobrindo oportunidades de empreender. Quando ainda trabalhava na área de vendas de uma multinacional, o empresário Marcus Kurle decidiu cursar um MBA na Inglaterra. Na terra da rainha, ele conheceu seu futuro sócio, João Aleixo. Os dois logo se conectaram em dois aspectos: a paixão pelo bom café e a vontade de empreender. No trabalho de conclusão de curso, que fizeram juntos, eles decidiram unir as duas coisas e criaram a My.Café, empresa especializada em cafés premium em cápsulas. Para o empresário, existe um tipo para cada hora do dia. “Você pode estar em um momento que demanda um café forte, que o deixe mais atento. Ou, de contemplação e relaxamento. Para isso, existem versões mais aromáticas e sem cafeína”, diz Kurle. Só não dá para ficar sem café.

Fonte: Veja

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