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A Luckin Coffee já tem mais de 500 lojas na China e aposta no serviço de delivery

Os resultados do Starbucks na China desapontaram. Mesmo em meio a uma grande campanha de expansão no país, a rede de cafeterias registrou uma queda de 2% nas receitas no segundo trimestre deste ano. O mercado chinês é uma das grandes apostas da Starbucks. No início do ano, a empresa anunciou planos para dobrar o número de lojas no país para 6 mil até 2022 — o que significa abrir uma loja a cada 15 horas.

Mas, afinal, o que está dando errado na estratégia? Um movimento recente da empresa pode dar uma dica: a Starbucks vai estrear um serviço de entrega. Segundo fontes, ele será oferecido em parceria com a Ele.me, uma subsidiária do Alibaba.

É possível que os resultados da empresa estejam sendo afetados pela ascensão da Luckin Coffee, uma startup de Pequim fundada em outubro do ano passado, segundo o Quartz. A empresa já tem mais de 500 lojas no país e cresce concedendo descontos, além de apostar em uma agressiva campanha publicitária. Um dos pontos centrais da Luckin Coffee é o delivery: metade de suas lojas são cozinhas dedicadas apenas aos pedidos online.

Por anos, a Starbucks operou na China sem nenhum competidor importante, alcançando uma participação no mercado de café local de 58,6% em 2016, segundo a Euromonitor International. Seus maiores concorrentes eram o McDonald’s e a Costa, com 6,1% e 3,8% do mercado, respectivamente. E mesmo que a Luckin Coffee ainda seja menor do que as outras duas, a Starbucks parece já estar ciente de sua existência.

Em conversa com analistas, a CEO da Starbucks China, Belinda Wong, praticamente mencionou a Luckin Coffee quando estava falando da concorrência. “Novas empresas entraram no mercado de café e escolheram capitalizar com o delivery combinado a grandes descontos, mas deixaram a desejar na qualidade, experiência e sustentabilidade de seus negócios”, disse. “Asseguro que nosso serviço de delivery terá o mais alto padrão para nossos consumidores na China”.

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