Condições climáticas impactaram a produção no país

A exportação de café brasileiro teve uma queda de 10,7% no período de janeiro a novembro de 2017, comparado ao mesmo período do ano passado, segundo relatório divulgado pelo Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé). Foram exportadas 27 milhões de sacas até novembro.

Isso ocorreu em função de condições climáticas não tão favoráveis, em especial no Espírito Santo, segundo maior produtor de café robusta – variedade consumida por 42% da população mundial.

Mesmo com a redução das exportações, não houve impacto na participação do Brasil no mercado internacional. Cerca de um terço de tudo o que é consumido no mundo vem dos cafezais brasileiros. “O Brasil tem muito estoque de café e, mesmo com a redução, ainda comercializa muito mais do que os outros países”, diz Nelson Cavalhares, presidente do Cecafé.

As previsões para a safra 2018, que começa a ser colhida em maio, são melhores do que as de 2017 graças à melhoria no índice pluviométrico e a investimentos em tecnologia.

Há ainda o fator da bienalidade positiva em 2018, que é a alternância entre um ano de boa colheita e outro de safra reduzida. “Ainda existe a bienalidade positiva e negativa, mas enquanto no passado havia uma redução de até 50% em anos menos produtivos, hoje a discrepância caiu para cerca de 20% entre um ano e outro em função de novas tecnologias”, diz Cavalhares.

Entre os principais destinos do café brasileiro, os Estados Unidos seguem na liderança, com 19,9% de participação; seguidos de Alemanha com 17,5%; Itália com 9,5% e Japão com 6,7%.

Fonte: Agronegócios Exame

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