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Roteiro pelo centro de SP leva aos tempos do ciclo do café.

Uma xícara de café é bom para contar histórias. Imagine, então, as histórias que podem ser contadas em lavouras enormes do grão. Veja, nas fotos seguintes, um roteiro a pé pelo centro de São Paulo que vai te fazer viajar no tempo, na época de ouro do café no estado.

Centro Cultural Banco do Brasil

Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB): a antiga sede do Banco do Brasil na cidade de São Paulo também faz parte do roteiro urbano do café em São Paulo. Construção elaborada por Hipólito Gustavo Pujol Júnior, o prédio inaugurado em 1927 também tem sua fachada decorada com motivos do café. Outro destaque é o cofre da antiga agência no subsolo do prédio. Rua Álvares Penteado, 112, de terça-feira a domingo, das 10h às 20h.

Estação da Luz

Estação da Luz: criada para comportar as novas demandas do transporte ferroviário e o fluxo crescente de pessoas na cidade no ciclo do café, a estação da Luz foi inaugurada em 1901 e até hoje é um dos símbolos da cidade. Projetada pelo inglês Charles Henry Driver, sua obra utilizou exclusivamente materiais trazidos da Inglaterra e abriga também o Museu da Língua Portuguesa. Praça da Luz. Aberta todos os dias, das 4h00 às 00h.

Parque da Luz

Parque da Luz: criado em 1798 por uma Ordem Régia da Coroa Portuguesa, o Parque da Luz foi concebido originalmente para ser um Jardim Botânico. Os seus 113.400 m² foram abertos ao público somente em 1825. Atualmente o parque conta com muitos atrativos, como a gruta com cascata, o aquário subterrâneo, e quase 50 esculturas de artistas como Lasar Segall, Victor Brecheret, Leon Ferrari e Amílcar de Castro dispostas ao longo de toda extensão. No fundo do parque, próximo aos sanitários, é possível ver um pé de café. Praça da Luz, s/nº – Luz, de terça a domingo, das 9h às 18h.

Edifício Martinelli

Edifício Martinelli: considerado um dos prédios mais altos do mundo até 1936, o Edifício Martinelli também é uma obra da São Paulo cafeeira. Inicialmente de autoria do arquiteto húngaro William Fillinger, da Academia de Belas Artes de Viena, o projeto previa 12 andares, mas foi alterado  – o empreendedor da obra, o comendador italiano Giuseppe Martinelli, decidiu que o prédio alcançaria os 30 andares. Martinelli construiu no último andar sua mansão. Antes da construção do edifício, havia no mesmo local o Café Brandão, um dos mais tradicionais da época. Rua Líbero Badaró, 504, segundas, terças e sextas-feiras, das 9h30 às 11h30 e das 14h30 às 16h30; sábado: até as 13h00. É permitida a visitação pública ao terraço, com necessidade apenas de agendamento prévio.

Largo do Café

Largo do Café: o café era comercializado em uma espécie de leilão informal no Largo do Café. Atualmente há bares e cafeterias animados após o horário comercial, onde se pode saborear um bom café. Fica entre as ruas São Bento, Álvares Penteado e do Comércio.

Theatro Municipal

Theatro Municipal: construído graças à força da cultura cafeeira, o teatro foi erguido para receber as atrações internacionais que chegavam à Metrópole. As visitas guiadas, que podem incluir o Museu do Teatro, são gratuitas, mas devem ser agendadas com antecedência. Praça Ramos de Azevedo.

Palácio da Justiça

Palácio da Justiça: uma das construções mais emblemáticas da metrópole cafeeira, o Palácio da Justiça foi desenhado em 1911 pelo Escritório Técnico Ramos de Azevedo, o principal arquiteto da São Paulo do Café, e apresenta em sua construção um estilo eclético, com influências neorrenascentistas. Praça Clóvis Bevilacqua, s/n, de segunda a sexta feira, das 10h às 17h .

Painel Epopéia Paulista

Painel Epopéia Paulista: feito para contemplar a memória da Estação da Luz, o painel de 73 metros de extensãoEpopéia Paulista, da artista plástica Maria Bonomi, mostra o cotidiano do lugar em três partes: a amarela, que faz referência à presença nordestina na cidade; a branca, que representa os trilhos do metrô; e a vermelha, ilustrando os objetos esquecidos na estação todos os dias. Estação da Luz (corredor de interligação entre o Metrô e a CPTM), todos os dias, das 4h às 00h.

Pinacoteca do Estado

Pinacoteca do Estado: erguido em 1905 para abrigar o Liceu de Artes e Ofícios, o projeto do arquiteto Ramos de Azevedo, que também era o diretor do Liceu, pretendia que o espaço abrigasse o centro de educação profissionalizante para formação de artesãos e mão-de-obra especializada para a metrópole que se desenvolvia pela cultura do café. Restaurado em 1998 seguindo o projeto do arquiteto Paulo Mendes da Rocha, a Pinacoteca tem mais de oito mil peças em seu acervo e é um dos principais atrativos turísticos paulistanos. Praça da Luz; de terça a domingo, das 10h às 17h30.

Vila dos Ingleses

Vila dos Ingleses: concebida para abrigar os ingleses que vieram à cidade para a construção da ferrovia São Paulo Railway (Santos-Jundiaí) em 1917, esta vila foi tombada pelo patrimônio histórico e funciona atualmente como um centro de atividades comerciais. Rua Mauá, 836, Luz.

Fonte: viajeaqui.abril.com.br

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