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Café especial é uma oportunidade para produtores garantirem renda e futuro na agricultura

Café especial é uma oportunidade para produtores garantirem renda e futuro na agricultura

Em leilão de cafés especiais, realizado após concurso em Carmo de Minas, sacas foram negociadas por até R$ 8 mil.

 

A busca pela qualidade para combater a desvalorização e garantir o futuro na cultura do café. É essa a saída e também o principal desafio que diversos produtores têm encontrado não só na hora de vender, mas também quando começam a planejar a produção, a colheita e o processo de pós-colheita da safra.

Essa busca tem impulsionado o mercado e, de acordo com dados do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), foram mais de 3 milhões de sacas exportadas somente em 2018, solidificando o país não só como produtor de café tradicional, torrado ou moído, mas também de grãos finos.

Mas o que caracteriza um café especial? Segundo a Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA), são os “grãos isentos de impurezas e defeitos que possuem atributos sensoriais diferenciados”. Essa isenção, permite à bebida ter um sabor mais limpo e equilibrado, com nuances mais sensíveis. Com isso, o café pode pontuar acima de 80 pontos em testes com especialistas, garantindo o direito de ser chamado de especial.

Prova de Cafés Especiais

Jurados avaliam qualidade do café durante concurso em Carmo de Minas — Foto: Régis Melo

E é exatamente essa pontuação alta o foco do produtor Cézar Rennó Moreira, de Santa Rita do Sapucaí (MG). Após mudar a cultura desenvolvida na fazenda, o café tem ganhado qualidade, o que o levou a um terceiro lugar em um concurso de café realizado em Carmo de Minas (MG) há duas semanas.

“Eu assumi fazenda de café há 30 anos e comecei a ver que só o cafe commodity não era financeiramente viável. E comecei a buscar opções. Contratação de profissionais especializados, estudo de comércio. E cheguei à conclusão que se a gente não partir para o café especial, a cafeicultura tradicional não vai sobreviver”, afirma Moreira.

Fazenda de Cafés Especiais

Café diferenciado é visto como saída por produtores do Sul de Minas — Foto: Régis Melo

A mudança foi realizada há pouco mais de uma década, quando o grão sofreu com a desvalorização e o custo de produção se tornou um desafio. A solução? Agregar valor para aumentar o ganho nas vendas. Hoje a fazenda produz cerca de 500 sacas de café diferenciado, mas a meta é alcançar até 3 mil sacas.

“Na última crise da cafeicultura, tem mais ou menos 10-12 anos, ficou inviável trabalhar com commodity. Então foi aí que eu comecei a busca por café especial. E aí partindo do cereja descascado, depois procurando opções de secagem, de manejo pós-colheita. Tudo sob orientação especializada”, explica o cafeicultor.

Histórias como a de Moreira não são incomuns entre os cafeicultores. O produtor Robson Vilela Martins, no entanto, fez a mudança cedo e hoje só trabalha com cafés especiais. No mesmo concurso, realizado por uma empresa do ramo, entrou com quatro lotes e ficou entre os 30 finalistas com três deles, alcançando os 5º, 7º e 10º lugares.

“Na classificação, no ano passado, nós ficamos em 4º e 16º. Só que nós melhoramos muito o processo esse ano. Os preços, no ano passado, estiveram bons”, conta.

São 10 anos desde o início do trabalho junto à empresa. Para agregar qualidade, além do processo de produção e colheita, são utilizadas técnicas também no pós-colheitas, como a fermentação e ‘honey’, que garantem mais sabor aos grãos.

Valor de mercado

A valorização da saca torna o café muito mais lucrativo para o produtor. Enquanto a saca média de café tipo 6, bebida dura, fechou avaliada em R$ 424,00 nesta terça-feira (segundo números do Centro de Comércio do Café do Estado de Minas Gerais (CCCMG)), uma saca diferenciada não tem limites.

No concurso citado acima, por exemplo, os finalistas tiveram preço médio de R$ 2 mil a saca, mas houve lotes saindo por valores bem superiores. Cezar Rennó Moreira, por exemplo, vendeu seu lote a R$ 2.241,68 por saca. Martins vendeu por R$ 3.287,80. Já o vencedor do concurso, um produtor de São Gonçalo do Sapucaí (MG), teve as sacas arrematadas por R$ 8.219,49.

Concurso de melhores cafés

Sacas do produtor Róbson Vilela Martins foram arrematadas por R$ 3287,80 — Foto: Carmo Coffees

“Foi um processo em parceria com uma empresa americana, que traz as pessoas, os compradores, para que eles façam a seleção. E essa seleção foi totalmente organizada por eles, sem intervenção alguma da nossa empresa. A única coisa que nós fizemos foi trazer o café até aqui. Daí para frente, cada café teve sua pontuação merecida e o valor de leilão”, explica Luiz Paulo Dias Pereira Filho, diretor da empresa.

“O futuro é qualidade, quantidade e baixar o custo. Vai ter que ser os três juntos, porque está muito complicado”, conclui Róbson, que tem cerca de um milhão de pés de café plantados.

Georgia Franco, uma das maiores referências do mundo em Cafés Especiais

Georgia Franco, uma das maiores referências do mundo em Cafés Especiais

PEGN – Por Viviane Freitas

Georgia Franco comanda a Lucca Cafés Especiais e viaja o Brasil buscando grãos de alta qualidade para o negócio.

Dá para contar nos dedos das mãos a quantidade de mestres de torra certificados no Brasil. A curitibana Georgia Franco de Souza, 54 anos, faz parte desse grupo seleto. Mas a torrefação, que ocupa o piso inferior da Lucca Cafés Especiais, uma cafeteria de 650 m2  no bairro do Batel, em Curitiba, é apenas uma das atividades que lotam a agenda da empreendedora.

Em busca da melhor safra, pelo menos uma vez por mês ela visita fazendas em Minas Gerais, Espírito Santo e Paraná, onde acompanha colheitas e secagem.

Seu olhar, olfato e paladar apurados apontam o que lhe parecem grãos de qualidade excepcional. Da seleção junto aos cafeicultores, surgem os microlotes, edições reduzidas que fazem a fama da cafeteria, conhecida por vender cafés vencedores em várias premiações internacionais.

Em uma dessas andanças, a coffee hunter descobriu o que veio a se tornar “o café especial mais caro do mundo”. No ano passado, ao participar do projeto Cafés Autorais do Cerrado Mineiro — que conecta baristas aos produtores da região —, Georgia provou amostras na fazenda Bom Jardim, em  Patrocínio (MG). “Encontrei um lote da variedade bourbon amarelo com características frutadas. Perguntei ao proprietário se poderia ficar com algumas sacas. Ele disse que estavam reservadas para um concurso, mas que me venderia uma parte.”

Meses depois, sacas do mesmo lote vendido para Georgia conquistaram o primeiro lugar no Cup of Excellence Brazil 2017. Na sequência, os grãos foram arrematados em leilão por importadores do Japão e Austrália por US$ 17 mil  a saca — batendo o recorde mundial da categoria.

A valorização dos produtores de cafés especiais é um dos trunfos do negócio. “Chegamos a pagar pela seleção o mesmo preço praticado na exportação dos grãos. Assim, o produtor se sente valorizado e cria uma relação estreita conosco”, afirma a empreendedora. A curadoria apurada de Georgia também é um fator de atração para os produtores. “Eles se sentem prestigiados quando escolhemos seus cafés”, afirma.

A proposta de aproximar o fazendeiro do consumidor final estava presente quando a Lucca Cafés Especiais  foi aberta, em junho de 2002, com uma máquina de torra e cinco tipos de café. “Naquela época, era um desafio explicar que aquele grão de uma variedade distinta vinha de um lote específico e tinha passado por processos de fermentação.” Dificuldade típica de atividade pioneira: a cafeteria foi a primeira do Brasil especializada em servir e comercializar cafés especiais.

A ideia havia nascido três anos antes, quando Georgia, engenheira que atuava na área de informática, aproveitou as férias acumuladas para fazer um curso de gastronomia na França. “Na volta, falei para meu marido que queria mudar de vida e ele me apoiou. Larguei a carreira e comecei a pesquisar sobre cafés.” Ao descobrir que a safra de um amigo fazendeiro era de ótima qualidade, ela se ofereceu para cuidar da exportação. “Fui ver como era feito o preparo de grãos na Europa. Achei que valia a pena trazer o know-how para cá.”

Depois dessa experiência, não parou mais. Pesquisou em fazendas interioranas que tinham cafés certificados e visitou as principais feiras do mundo no setor. “Tornei-me sócia da associação internacional Specialty Coffee Association e trouxe de lá todo o material sobre tecnologia em grãos, torra e preparo.” E começou a participar de concursos como barista. Em seu primeiro campeonato brasileiro, ficou entre os finalistas. “Percebi que tinha prática suficiente para conduzir meu próprio negócio.”

Aroma da infância

georgia franco-lucca cafes especiais

Para ter acesso aos melhores grãos, Georgia mantém uma relação estreita com os produtores.

O cheirinho da torra artesanal na fazenda do avô em Apucarana (PR) teve um peso importante na nova carreira. “Quando era pequena, as crianças da família entravam no cafezal e a brincadeira era ver quem colhia mais filipes, os grãos que ficam grudados uns aos outros. Como não havia energia elétrica, meu avô usava um torrador de ferro na fogueira ou no fogão a lenha. Eu tinha uns 7 anos e ainda me lembro do aroma.”

Devastada pela geada negra de 1975, a plantação de arábica da família não existe mais. A cultura cafeeira, no entanto, permanece viva no trabalho de Georgia, que honra a memória do avô explorando a maior variedade possívei de grãos e preparos.

Hoje, as sacas de microlotes ocupam um lugar de destaque no armazém da Lucca Cafés Especiais. Dali a especialista tira os grãos que são torrados pessoalmente todas as terças e quintas-feiras, em um ritual já conhecido dos frequentadores. Na loja, 35 rótulos de café compõem as prateleiras.

Ao cliente, cabe a escolha: levar em grãos, moído na hora ou em cápsulas. Utensílios exclusivos para preparo também estão à venda. Baristas treinados executam e explicam nove opções de tiragens em métodos filtrados, além da versão espresso, a mais pedida (cerca de 10 mil por mês). Para acompanhar a bebida, a empresária investiu em culinária de qualidade, com menu assinado pelos chefs Gabriela e Celso Freire. E, desde o ano passado, vende pães de fermentação natural, fruto da sociedade com o amigo Eduardo Feliz, pertencente a uma família tradicional da indústria de insumos para panificação.

Aberto em 2010, o Lucca Lab ocupa o mezanino da loja. Ali são oferecidos cursos para formar baristas, brewers (especialistas em cafés filtrados) e torradores. O laboratório já recebeu mais de mil alunos — do Brasil, Chile, Argentina e Paraguai — para atividades que vão de workshops de uma hora (R$ 50) até cursos de 3 dias (R$ 4,5 mil).

Os mais concorridos são os certificados pela Specialty Coffee Association. Muitos dos participantes são — ou se tornam — empreendedores do setor. “Fico feliz em passar o conhecimento adiante. Se há espaço para mais cafeterias similares à Lucca, é porque o mercado amadureceu.”

A expertise que envolve a seleção do produto, o cuidado com a torra e o preparo minucioso fez da Lucca a loja brasileira de cafés que mais acumula títulos em campeonatos. Seus baristas e provadores conquistaram 15 títulos, 9 vice-campeonatos e 13 campeonatos regionais.

No panorama mundial, conta com as melhores posições: o segundo lugar no campeonato Latte Art, na Coreia do Sul; o quarto lugar no Mundial de Cup Tasters, na Holanda; e o quinto lugar no Mundial de Brewers, na Austrália. Todos os vencedores foram treinados por Georgia. “Quando notamos um talento entre nossos baristas, investimos muito no funcionário. Para garantir o resultado final do café, cuidamos até mesmo da água que será usada. Ela é preparada utilizando a quantidade de minerais que nós mesmos calculamos. Uma vez levamos 25 litros numa viagem internacional.”

Em abril, ela embarcou para Seattle, nos Estados Unidos, para visitar a Coffee Expo e acompanhar os campeonatos internos norte-­americanos. “Os concursos brasileiros serão em agosto e os vencedores vão para Dubai. Estamos no páreo.” A proposta de treinar campeões mundiais dá ainda mais visibilidade ao laboratório. “Não queremos apenas retorno financeiro, queremos a emoção da vitória.”

Hoje, o Lucca Lab é responsável por 10% do faturamento da marca, enquanto a loja física responde por 60%. Os outros 30% da receita vêm da DOP, torrefação aberta em 2011 na região metropolitana de Curitiba. A empresa comercializa no atacado grãos torrados e cápsulas para cafeterias e supermercados de todo o país. Há dois anos, a Lucca passou a vender também café online para consumidores finais.

Legado familiar

mestre de torras georgia franco

Georgia Franco com a filha Camila e o agrônomo Gabriel Nunes, da premiada Fazenda Bom Jardim, em Patrocínio (MG)

Juntos, os diferentes braços da empresa rendem um faturamento anual de R$ 5 milhões. “Crescemos 20 vezes em 16 anos de atuação”, diz a empreendedora. O começo não teve glamour. Georgia fez curso de empreendedorismo no Sebrae.

Depois, investiu R$ 50 mil do bolso e emprestou outros R$ 50 mil junto a órgãos de financiamento. Comprou os equipamentos aos poucos, sem se endividar. Por vezes, faltava dinheiro para arrematar as melhores safras, pois elas saem no final do ano, quando é preciso pagar o 13º e as férias dos funcionários. “Comprava menos do que eu gostaria, pois nunca dava um passo maior do que a perna.”

Formar bem o cliente foi a principal estratégia de marketing da Lucca. São os apreciadores entre 25 e 55 anos que alimentam o negócio, via consumo ou revenda de lotes especiais e microlotes. Georgia chegou a adotar o modelo de franquias, mas não funcionou. “Cuidar de franqueado exige um outro tipo de conhecimento, que eu não tenho. Manter a essência do que criamos é difícil. E essa é a minha prioridade.”

Para seguir buscando a excelência, da lavoura à xícara, a família foi fundamental. O marido, o engenheiro Luiz Otávio, deixou a profissão para administrar a empresa ao lado dela. Dos três filhos, os gêmeos, Camila e Marcelo, com 22 anos, têm atuação decisiva.

Camila começou a competir aos 12 anos e foi campeã brasileira de prova de preparo. Marcelo cuida do visual, das embalagens ao cardápio. “Para a seleção do projeto Cafés Autorais do Cerrado Mineiro, ele teve a ideia de elevar a autoestima dos produtores. Para isso, estilizou uma foto de perfil de cada um na frente do pacote.” Carolina, 26 anos, trouxe troféus em dois mundiais e hoje trabalha num laboratório de exportação de café na Guatemala.

A Lucca Cafés Especiais deve chegar em breve ao exterior. Atualmente, o sócio Eduardo Feliz prospecta pontos de venda em Santiago e Buenos Aires. “Vai ser tudo da maneira mais familiar possível e da forma que gostamos de cuidar, bem debaixo de nosso nariz.”

Chapada de Minas e Cerrado Mineiro produzem os melhores cafés especiais do Brasil em 2018

Chapada de Minas e Cerrado Mineiro produzem os melhores cafés especiais do Brasil em 2018

Em cerimônia realizada no domingo, em Guaxupé (MG), BSCA apresentou ao mundo os 67 vencedores do Cup of Excellence, principal concurso de qualidade para cafés especiais.

Em cerimônia marcada por muita emoção e que reconheceu a crescente qualidade dos cafés especiais brasileiros, foram definidos, no domingo, 21 de outubro, em Guaxupé (MG), os melhores grãos especiais da safra atual, que venceram o Cup of Excellence – Brazil 2018. A empresa Primavera Agronegócios, com o lote produzido na Fazenda Primavera, em Angelândia, na região da Chapada de Minas Gerais, sagrou-se campeã da categoria “Pulped Naturals”, com a nota 93,89 pontos. Já o cultivado por Maria do Carmo Andrade, na Fazenda Paraíso, em Carmo do Paranaíba, situada na Denominação de Origem do Cerrado Mineiro, foi o campeão da categoria “Naturals”, com 93,26 pontos.

Cup of Excellence – Brazil 2018, principal concurso de qualidade para cafés do mundo, realizado pela Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA) em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) e a Alliance for Coffee Excellence (ACE), teve 67 vencedores, sendo 30 na categoria “Pulped Naturals” e 37 na “Naturals”, que são os lotes que receberam notas iguais ou superiores a 86 pontos (escala de zero a 100 da competição) pelos 29 profissionais, oriundos de 10 países, que compuseram o júri internacional.

Para a diretora da BSCA, Vanusia Nogueira, o concurso exerceu sua função de garimpar os cafés nacionais que possuem um nível de excelência diferenciado e evidenciam a variedade e a qualidade dos grãos brasileiros. “O resultado foi extraordinário, fenomenal. Os juízes ficaram surpresos com a diversidade dos cafés recebidos, principalmente os da categoria Pulped Naturals, que destacaram que nossas diversas variedades e origens produtoras são capazes de entregar, com excelência e em quantidade, o que há de melhor ao mundo”, celebra.

A diversidade de sabores ficou evidente em consulta aos juízes internacionais, que destacaram que os melhores cafés especiais brasileiros ofereceram sensações gustativas que remetem a bergamota, mel, chocolate, mirtilo, pêssego, cana de açúcar, amora e frutas cítricas, entregando paladares intensos, com acidez acentuada e notas similares à escala dos vinhos.

O colombiano Ramon Alfredo Presiga Tangarife, da Latorre & Dutch Green Coffe, que compôs o júri internacional, destaca que provou cafés extraordinários produzidos no país. “São muito particulares pelos diferentes perfis que apresentam e essa diversidade faz com que o Brasil se posicione pela qualidade e pelas notas especificas de cada café, sendo muito atrativo para os clientes internacionais e nacionais”, sintetiza.

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PULPED NATURALS

Na categoria voltada aos cafés cerejas descascados e/ou despolpados, cinco amostras receberam o título de café presidencial, obtendo nota superior a 90 pontos do júri internacional: os cafés produzidos por Reinaldo Garcia dos Santos, no Sítio Fortaleza, em Luisburgo, nas Matas de Minas; pela empresa Dimap, na Fazenda Santo André, em Pratinha, na Denominação de Origem do Cerrado Mineiro; por Maria José Junqueira Céglia, na Granja São Francisco, em Carmo de Minas, na Identificação de Procedência da Mantiqueira de Minas; e por Antônio Macedo Souza, no sítio Santo Antônio, em Piatã, na Chapada Diamantina da Bahia, além do campeão. Houve, ainda, sete “National Winners”, com notas entre 84,00 e 85,99 pontos.

NATURALS

Dos 37 vencedores na categoria dedicada aos cafés naturais, colhidos e secos com casca, oito obtiveram o título de café presidencial, com nota superior a 90 pontos. Além da campeã Maria do Carmo Andrade, os lotes produzidos por Robson Vilela Martins, na Fazenda São Pedro, no município de Cristina, Alvaro Pereira Coli, do Sítio da Torre, em Carmo de Minas, Augusto Borges Ferreira, do Sítio Fortaleza, em São Gonçalo do Sapucaí, e Alessandro Alvez Hervaz, na Fazenda Fortaleza, também em São Gonçalo do Sapucaí, todos situados na Indicação de Procedência da Mantiqueira de Minas; por Salvador da Paixão Mesquita, na Chácara São Severino, em Piatã, e por José Renato Rodrigues Alves, na Chácara Vista Alegre, também em Piatã, na Chapada Diamantina, na Bahia; e por Silvia Dias Cambraia, na Fazenda Campo Alegre, em Santo Antônio do Amparo, no Sul de Minas Gerais, completam o seleto grupo. A categoria também teve um café considerado “National Winner”.

ORIGENS PRODUTORAS

A região com o maior número de vencedores na categoria “Naturals” foi a Indicação de Procedência da Mantiqueira de Minas, com 15 amostras (40,54% do total). Na sequência, vieram a Denominação de Origem do Cerrado Mineiro, com nove lotes (24,32%); Sul de Minas, com seis cafés (16,22%); Chapada Diamantina, com três amostras (8,11%); Matas de Minas, com dois lotes (5,41%); e Média Mogiana e Indicação de Procedência da Alta Mogiana de São Paulo, com um café cada (2,70%). O resultado completo está disponível no site da BSCA: http://brazilcoffeenation.com.br/contest-edition/show/id/10.

Entre os 30 vencedores da categoria destinada aos cafés produzidos por via úmida, destacou-se a região da Chapada Diamantina, que respondeu por 15 desses lotes. Os demais ganhadores foram produzidos na Indicação de Procedência da Mantiqueira de Minas, com sete amostras (23,33%); Matas de Minas, com quatro cafés (13,33%); Sul de Minas, com dois lotes (6,67%); e Chapada de Minas e Denominação de Origem do Cerrado Mineiro, com uma amostra cada (3,33%). O resultado completo está disponível no site da BSCA: http://brazilcoffeenation.com.br/contest-edition/show/id/11.

LEILÃO DOS VENCEDORES

O próximo passo do Cup of Excellence – Brazil 2018 é o disputado leilão, via internet, dos vencedores de cada categoria, que pagou mais de *R$ 55 mil por sacaao campeão do principal concurso de qualidade para cafés especiais no ano passado. Para os vitoriosos na “Pulped Naturals”, o leilão dos vencedores ocorrerá no dia 29 de novembro, enquanto para os vencedores da “Naturals” será realizado em 5 de dezembro. Já os “National Winners” de ambas as categorias serão ofertados em leilão entre 29 de novembro e 7 de dezembro.

A fase internacional e a cerimônia de premiação e anúncio dos vencedores do Cup of Excellence – Brazil 2018 tiveram a cooperativa Cooxupé e a empresa SMC Specialty Coffees como anfitriãs. Todas as etapas do concurso foram auditadas pela Agricert Brasil.

BRAZIL. THE COFFEE NATION

Cup of Excellence – Brazil 2018 é ação integrante do projeto setorial “Brazil. The Coffee Nation”, que é desenvolvido em parceria por BSCA e Apex-Brasil e tem como foco a promoção comercial dos cafés especiais brasileiros no mercado externo. O objetivo é reforçar a imagem dos produtos nacionais em todo o mundo e posicionar o Brasil como fornecedor de alta qualidade, com utilização de tecnologia de ponta decorrente de pesquisas realizadas no país. O projeto visa, ainda, a expor os processos exclusivos de certificação e rastreabilidade adotados na produção nacional de cafés especiais, evidenciando sua responsabilidade socioambiental e incorporando vantagem competitiva aos produtos brasileiros.

Iniciado em 2008, a vigência do atual projeto se dá até maio de 2020, tendo como mercados-alvo: (i) Alemanha, Austrália, Canadá, China, Coréia do Sul, Estados Unidos, Itália, Japão, Noruega, Nova Zelândia, Polônia, Reino Unido, Rússia, Taiwan (Formosa) e Turquia para os cafés crus especiais; e (ii) Argentina, China e Estados Unidos para os produtos da indústria de torrefação e moagem. As empresas que ainda não fazem parte do projeto podem obter mais informações diretamente com a BSCA, através dos telefones (35) 3212-4705 / (35) 3212-6302 ou do e-mail exec@bsca.com.br.

* No leilão dos vencedores da categoria “Pulped Naturals” do Cup of Excellence – Brazil 2017, cada saca do lote campeão, do produtor Gabriel Nunes, da Fazenda Bom Jardim, em Patrocínio (MG), foi vendido por R$ R$ 55.457,60.

Brasil conhecerá seus melhores cafés especiais em 21 de outubro

Brasil conhecerá seus melhores cafés especiais em 21 de outubro

Principal concurso de qualidade de cafés especiais do mundo, o Cup of Excellence Brazil 2018, conta com 77 finalistas, sendo 40 na categoria Naturals e 37 na Pulped Naturals

 

Contribuir para a capacitação de produtores e demais segmentos da cadeia produtiva dos cafés especiais, esse é um dos objetivos do Cup of Excellence – Brazil, o principal concurso de qualidade do mundo, desde a sua criação. Em 2018, realizado como ação do projeto setorial “Brazil. The Coffee Nation” pela Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA), em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) e a Alliance for Coffee Excellence (ACE), o concurso dá nova mostra que esse norte vem sendo alcançado anualmente. Foram 1.000 amostras inscritas e, após a apuração na fase nacional, 77 seguem na disputa para saber quais serão os melhores cafés especiais do Brasil na safra atual.

Dos lotes classificados para a fase internacional do Cup of Excellence – Brazil 2018, que teve início no dia 15 e se estende até o próximo domingo (21/10), no Assoxupé Club, em Guaxupé (MG), 40 são da categoria Naturals, que envolve os cafés naturais, colhidos e secos com casca, e 37 da Pulped Naturals, que é destinada aos grãos produzidos por via úmida, como os cerejas descascados e os despolpados/desmucilados.

Nessa etapa, que tem como instituições anfitriãs a cooperativa Cooxupé e a empresa SMC Specialty Coffees, 29 juízes das principais compradoras internacionais, vindos de Estados Unidos, Japão, China, Cingapura, Bulgária, Rússia, Inglaterra, Austrália, Índia e Alemanha, analisam os finalistas e os que obtiverem nota igual ou superior a 86 pontos (escala de zero a 100 do concurso) serão eleitos os melhores cafés da safra 2018 do Brasil e comercializados, via internet, em disputado leilão internacional. Já as amostras que se classificarem com notas entre 84 e 85,99 pontos serão consideradas “National Winners” e também irão a leilão, possibilitando a comercialização a preços condizentes com a excelente qualidade que possuem.

Na categoria Naturals, a origem produtora que mais se destacou foi a Indicação de Procedência da Mantiqueira de Minas Gerais, com 15 cafés entre os finalistas, ou 37,5% do total. Na sequência, vêm a Denominação de Origem do Cerrado Mineiro, com 10 lotes (25%); Sul de Minas, com sete (17,5%); Matas de Minas e Chapada Diamantina (BA), com três amostras cada (7,5%); e as regiões de São Paulo da Média Mogiana e da Indicação de Procedência da Alta Mogiana Paulista, com um lote cada (2,5%).

A categoria Pulped Naturals conta com 37 finalistas, tendo a origem produtora da Chapada Diamantina encabeçando a lista com 17 representantes, o que corresponde a 46% do total. A Indicação de Procedência da Mantiqueira de Minas Gerais veio na sequência, com 10 cafés (27%), seguida pelas regiões das Matas de Minas, com quatro lotes (10,8%); do Sul de Minas, com duas amostras (5,4%); e da Denominação de Origem do Cerrado Mineiro, das Montanhas do Espírito Santo, da Chapada de Minas e do Planalto de Vitória da Conquista (BA), cada uma classificando um café (2,7%).

Os vencedores do principal concurso de qualidade do mundo para cafés especiais, que conta com auditoria da Agricert Brasil, serão anunciados no dia 21 de outubro, a partir das 17h, no Clube dos Operários, em Guaxupé.

BRAZIL THE COFFEE NATION

O projeto setorial “Brazil. The Coffee Nation” é desenvolvido em parceria pela BSCA e pela Apex-Brasil e tem como foco a promoção comercial dos cafés especiais brasileiros no mercado externo. O objetivo é reforçar a imagem dos produtos nacionais em todo o mundo e posicionar o Brasil como fornecedor de alta qualidade, com utilização de tecnologia de ponta decorrente de pesquisas realizadas no país. O projeto visa, ainda, a expor os processos exclusivos de certificação e rastreabilidade adotados na produção nacional de cafés especiais, evidenciando sua responsabilidade socioambiental e incorporando vantagem competitiva aos produtos brasileiros.

Iniciado em 2008, a vigência do atual projeto se dá até maio de 2020, tendo como mercados-alvo: (i) Alemanha, Austrália, Canadá, China, Coréia do Sul, Estados Unidos, Itália, Japão, Noruega, Nova Zelândia, Polônia, Reino Unido, Rússia, Taiwan (Formosa) e Turquia para os cafés crus especiais; e (ii) Argentina, China e Estados Unidos para os produtos da indústria de torrefação e moagem. As empresas que ainda não fazem parte do projeto podem obter mais informações diretamente com a BSCA, através dos telefones (35) 3212-4705 / (35) 3212-6302 ou do e-mail exec@bsca.com.br.

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Probat Leogap eleva sua participação no segmento de torradores para cafés especiais

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A empresa alemã Probat, está completando 150 anos e ao longo de sua trajetória sempre investiu no desenvolvimento de torradores e soluções que extraiam o melhor dos grãos de café.

A cultura do café está presente em nossa sociedade há muito tempo. Começou na Etiópia, onde os povos africanos aproveitaram o fruto na confecção de bebidas e ao longo dos séculos se transformou em uma cultura de grande importância, geradora de grande riqueza econômica. Hoje assistimos ao crescimento do mercado de cafés especiais, que cada dia mais vem conquistando a preferência dos consumidores.

No mundo dos cafés, a empresa alemã Probat vem participando ativamente da evolução do setor. Neste ano, a marca está completando 150 anos e ao longo de sua trajetória sempre investiu no desenvolvimento de torradores e soluções que extraiam o melhor dos grãos de café.

Segundo Paulo Kleinke, CEO da Probat Leogap (subsidiária brasileira), a Probat é líder mundial no fornecimento de equipamentos e soluções para indústrias de cafés. No mercado nacional, a empresa já atua há 55 anos no desenvolvimento dos melhores torradores e soluções para o mercado de cafés especiais. “A Probat é a empresa que mais entende de café no mundo. Somos líderes em pesquisa e inovação, o que nos ajudou a conquistar praticamente 60% de participação no mercado mundial. No Brasil, fornecemos para 85% das indústrias de café”, afirma Paulo.

A Probat Leogap iniciou sua trajetória fornecendo equipamentos para as maiores indústrias de café no Brasil e se consolidou como um dos principais players no segmento. Nos últimos anos, tem apostado em novos mercados: os microtorrefadores, um universo composto por fazendas e coffeeshops. “Somos muito conhecidos na área industrial, tanto que na maioria das vezes eram o clientes que vinham até nós. Mas hoje percebemos uma demanda consistente para torradores menores. Por essa razão, trouxemos para o mercado nacional a linha ShopRoaster, composta por torradores de capacidade de 1kg até 60kg”, ressalta Paulo.

Probat Torrador de Café

Atualmente muitas fazendas estão se tornando microtorrefadoras. De acordo com Kleinke, quem já era produtor passou a aprimorar e a estudar mais para desenvolver a qualidade de seu café. Para se diferenciar, começaram a fazer a torra e até mesmo a criar sua própria marca. A fábrica da Probat Leogap em Curitiba-PR, realiza toda a montagem da linha de torradores Probatone, com peças importadas da Alemanha. Já o Probatino é produzido totalmente no Brasil e exportado para o mundo. Um equipamento muito utilizado em campeonatos mundiais de café. Este pequeno torrador, com capacidade de 1kg de torra por carga, era apenas exportado, mas foi tão bem recebido nacionalmente, que segundo Kleinke, atualmente 50% dos Probatinos fabricados são vendidos no Brasil, enquanto o restante vai para o exterior.

“Ter um torrador Probatino dentro da cafeteria desperta atenção dos clientes pelo visual e pelo aroma que fica no ambiente. Quem gosta de café quer saber a procedência do café da fazenda e ver as etapas como a torra e a moagem antes da preparação da bebida. Muita gente não conhece um equipamento de torra e quando vê se interessa ainda mais pelo café, o que contribui para as cafeterias fidelizarem seus clientes”, comenta Paulo.

As tecnologias utilizadas nos equipamentos da linha Probatone foram aperfeiçoadas ao longo dos anos por meio de pesquisas e apresentam inúmeras vantagens ao torrefador, que pode, por exemplo, efetuar variações nas curvas de torra, armazenar diferentes receitas e garantir a repetibilidade de forma sistemática, sempre extraindo a máxima qualidade dos grãos. “Nossos equipamentos são fabricados com base nas normas mais avançadas do mundo, as normas europeias de segurança. São torradores que se destacam pela versatilidade, perfeição na torra e beleza no design. Muitos proprietários de torradores Probat tem orgulho em exibir o equipamento em seus ambientes, colocando-os em destaque e chegam até a dar apelido para suas máquinas”, reforça Paulo.

A Probat Leogap tem trabalhado com ótimas perspectivas de crescimento em todos os segmentos em que atua. “Estou bastante satisfeito com o mercado de cafés especiais e estamos confiantes para os próximos anos que podemos crescer na linha ShopRoaster, na linha industrial e nas exportações. Nossa expectativa de crescimento é de pelo menos 30%. Somente neste ano, já conseguimos crescer 100% em volume”, ressalta Paulo.

Cup of Excellence: concurso para premiar o melhor café especial do Brasil

Cup of Excellence: concurso para premiar o melhor café especial do Brasil

Grãos classificados foram cultivados em origens produtoras dos Estados de Minas Gerais, Bahia, São Paulo, Espírito Santo e Paraná.

Nesta sexta-feira, 21 de setembro, foi finalizado o processo de pré-seleção do Cup of Excellence Brazil 2018, que classificou 300 amostras para a fase nacional nas categorias “Naturals” e “Pulped Naturals”. Ao todo, foram inscritos mais de mil lotes, dos quais 300 permanecem na disputa pelo reconhecimento de melhores cafés especiais do país na safra 2018. O principal concurso de qualidade do mundo integra as ações do projeto setorial “Brazil. The Coffee Nation” e é realizado pela Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA) em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) e a Alliance for Coffee Excellence (ACE).

Na categoria Naturals, 150 lotes de café foram classificados à fase nacional, com destaque para a Indicação de Procedência da Mantiqueira de Minas Gerais, que conta com 42 representantes (28% do total) na próxima etapa. Na sequência, vêm as origens produtoras do Sul de Minas e da Denominação de Origem do Cerrado Mineiro, cada uma com 33 amostras (22%); Matas de Minas, com 20 lotes (13,3%); Chapada Diamantina, na Bahia, e Média Mogiana, em São Paulo, com cinco cafés (3,3%) cada; Indicação de Procedência da Alta Mogiana Paulista, com quatro amostras (2,7%); Montanhas do Espírito Santo, com três (1,3%); e Planalto Central, região paulista de Ourinhos e Avaré e Indicação de Procedência do Norte Pioneiro do Paraná, com um lote (0,7%%) cada (resultado completo no site da BSCA).

A Indicação de Procedência da Mantiqueira de Minas Gerais também se destacou na categoria Pulped Naturals. A região terá 33 amostras na fase nacional, respondendo por 22% do total de 150 classificadas para esta etapa. Entre os demais qualificados, 31 lotes (20,7%) são originários das Matas de Minas, 29 (19,3%) da Chapada Diamantina, 20 (13,3%) da Denominação de Origem do Cerrado Mineiro, 14 (9,3%) do Sul de Minas, 12 (8%) das Montanhas do Espírito Santo, quatro (2,7%) do Planalto de Vitória da Conquista (BA), três (2%) da Chapada de Minas e da Indicação de Procedência do Norte Pioneiro do Paraná e uma (0,7%) da Média Mogiana Paulista (resultado no site da BSCA).

Os melhores cafés da categoria Pulped Naturals, destinada aos grãos cerejas descascados e despolpados/desmucilados, serão reavaliados na fase nacional entre os dias 4 e 7 de outubro. Já os pré-selecionados na Naturals, que engloba os cafés colhidos e secos com casca, passarão por nova análise de 8 a 11 do próximo mês. O júri nacional analisará esses cafés de acordo com propriedades como corpo, sabor, doçura e grau de acidez, dando notas de 0 (zero) a 100 pontos, conforme tabela oficial do Cup of Excellence.

As 40 melhores amostras de cada categoria que voltarem a ter desempenho igual ou superior a 86 pontos serão classificadas para a fase internacional do concurso, que ocorrerá entre 15 e 21 de outubro no Assoxupé Club, em Guaxupé, Sul de Minas Gerais, e tem a cooperativa Cooxupé e a empresa SMC Specialty Coffees como anfitriãs. Os lotes que mantiverem seu padrão de qualidade com base na pontuação do concurso serão eleitos os melhores cafés especiais do Brasil na safra 2018 e ofertados, em disputado leilão via Internet, aos principais compradores mundiais. Todo o trâmite do Cup of Excellence Brazil 2018 está sob auditoria da Agricert Brasil.

BRAZIL. THE COFFEE NATION

O projeto setorial é desenvolvido em parceria pela BSCA e pela Apex-Brasil e tem como foco a promoção comercial dos cafés especiais brasileiros no mercado externo. O objetivo é reforçar a imagem dos produtos nacionais em todo o mundo e posicionar o Brasil como fornecedor de alta qualidade, com utilização de tecnologia de ponta decorrente de pesquisas realizadas no país. O projeto visa, ainda, a expor os processos exclusivos de certificação e rastreabilidade adotados na produção nacional de cafés especiais, evidenciando sua responsabilidade socioambiental e incorporando vantagem competitiva aos produtos brasileiros.

Iniciado em 2008, a vigência do atual projeto se dá até maio de 2020, tendo como mercados-alvo: (i) Alemanha, Austrália, Canadá, China, Coréia do Sul, Estados Unidos, Itália, Japão, Noruega, Nova Zelândia, Polônia, Reino Unido, Rússia, Taiwan (Formosa) e Turquia para os cafés crus especiais; e (ii) Argentina, China e Estados Unidos para os produtos da indústria de torrefação e moagem. As empresas que ainda não fazem parte do projeto podem obter mais informações diretamente com a BSCA, através dos telefones (35) 3212-4705 / (35) 3212-6302 ou do e-mail exec@bsca.com.br.