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Apreciadores do café buscam cada vez mais novas formas de preparo do produto. O público que elege o cafezinho como a bebida preferida para todas as horas ficou mais atento ao verdadeiro sabor da bebida e suas possibilidades de nuances. De acordo com um recente estudo divulgado pela Bureau de Inteligência Competitiva do Café, sobre os novos hábitos e tendências de consumo do produto, o consumidor está de fato mais exigente, o que está fazendo com que as cafeterias invistam em treinamento de baristas e na aquisição de novas tecnologias. Essa nova tendência foi chamada de “Terceira Onda” do café.

O estudo aponta que a terceira onda gerou um perfil de apreciador que quer conhecer a fundo as propriedades do café. São pessoas que visam preparar o próprio café com mais requinte ou consumir o produto em cafeterias especializadas. A intenção é uma só: beber um café apurado, ou seja, o que vale mesmo é extrair o máximo do sabor da bebida.

Este novo conceito que explica o consumo de café por “ondas” (waves) já foi classificado em primeira, segunda e agora entra na terceira fase. A primeira onda se refere à proliferação do consumo de café por todo o mundo, principalmente no período posterior à Segunda Guerra Mundial. “O café era “mais consumido do que apreciado”, valorizado mais pelo que fornecia (a energia) e menos por sua natureza e sabor.

O aparecimento da segunda onda foi marcado pela melhoria na qualidade da commodity por meio da preferência dos grãos da espécie arábica em oposição aos da canephora (robusta).  A expansão do uso de máquinas de café espresso para o preparo da bebida também se enquadra na “segunda onda”.

Já na “Terceira Onda”, o café é consumido pelo que é e não pela cafeína que fornece. O objetivo é conhecer a fundo todas as propriedades e nuances da bebida e prepará-la de forma a ressaltar o sabor.

Diante deste novo perfil de consumidor, novos métodos para se conseguir aroma e sabor mais atrativos para a clientela estão sendo recriados pelos baristas do mundo todo. Um deles, é a volta do café coado e a utilização de novos equipamentos de filtragens especiais, que estão fazendo a cabeça de muitos baristas e cafeterias. “São utensílios especiais que auxiliam na extração da doçura, aprimorando o sabor final”, explica o barista da Utam, Eder Garcia.

Cafeterias e restaurantes passam a ter a oportunidade de extrair o melhor do café através de métodos especiais, como o Chemex, Aeropress e Hario. Com isso, servem o melhor café filtrado, coado na hora, com charme e sofisticação, na mesa do consumidor.

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