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O Café é a segunda bebida mais consumida no mundo, mas alguns países se destacam pela forma que se relacionam com a bebida.

Em muitas das cidades que mais consomem café no mundo, a bebida é objeto de toda uma cultura própria – seja para tomá-la da maneira mais clássica, em um balcão de bar, ou para saboreá-la em uma confortável poltrona na companhia de amigos.

Retiradas das listas de “melhores” de publicações como a revista americana Travel + Leisure e o jornal USA Today, aqui estão cinco cidades com uma coisa em comum: a paixão de seus moradores pelo bom café.

Melbourne (Austrália)

A segunda maior cidade da Austrália tem a fama de ser mais amigável do que Sydney ou Perth, e oferece uma enorme variedade de opções de lazer sem a energia exaustiva de outros grandes centros urbanos.

“Não saímos dizendo ‘bom dia’ a todo o mundo, mas não temos medo de olhar as pessoas nos olhos”, exemplifica Lou Pardi, colunista do jornal Melbourne Review.

A cidade é subdividida em áreas chamadas villages (“vilarejos”), cada uma com um perfil bem definido. “Fitzroy é tradicionalmente mais vanguarda e mais bagunçada, Richmond tem uma forte influência vietnamita e grega, Coburg é mais turca e libanesa e Brunswick é o coração hipster”, conta Mike Dundon, dono do Seven Seeds Coffee, no “village” de Carlton.

Independentemente do bairro, é fácil encontrar ótimos cafés. Pardi recomenda o Sonido, um café no estilo sul-americano em Fitzroy, que concentra os melhores baristas.

Já Collingwood, um dos bairros mais antigos de Melbourne, com muitos edifícios do século 19 ainda em uso, reúne profissionais das áreas criativas. O grande point do lugar hoje é o Collingwood Underground Theatre, um teatro montado em uma garagem subterrânea abandonada.

Seattle (Estados Unidos)

Nenhuma lista de cidades apaixonadas por café estaria completa sem o lugar que deu origem à maior rede de cafeterias do mundo, a Starbucks. Mas apesar de Seattle ser conhecida mundialmente por isso, muitos moradores preferem estabelecimentos independentes que valorizam a produção artística local.

Boa parte da vida social da cidade revolve em torno desses inúmeros cafés. “É onde você vai em um primeiro encontro, onde faz reuniões, onde começa e termina seu dia, onde vai estudar ou simplesmente ver gente”, conta Dayl Eccles, moradora do University District.

É no bairro que está seu café favorito, o Allegro, o primeiro a servir um expresso na cidade, em 1975.

Praticamente todos os bairros de Seattle têm várias opções para quem não pode passar sem um café. Mas os moradores tendem a ser leais com suas respectivas vizinhanças e quase não mudam quando encontram sua turma.

Quem visita a cidade pode escolher entre o divertido bairro de Fremont, o descolado distrito de Ballard e a clássica área de Queen Anne, com suas casas de 1850.

Oslo (Noruega)

O longo e escuro inverno talvez seja uma das razões pelas quais alguns dos países que mais consomem café no mundo estejam na Escandinávia. Em Oslo, capital e a maior cidade da Noruega, o café é levado a sério e pode ser consumido em todos os momentos do dia – do café da manhã ao fim do jantar.

Diferente do café forte a que nós brasileiros estamos acostumados, o café norueguês é mais leve e adquire até mesmo um certo aroma frutado. Mas se for pedir um café por lá, tente esquecer o leite, o creme ou o açúcar: os noruegueses costumam preferir o chamado sort kaffe, o famoso café preto.

Roma (Itália)

Muitas das palavras associadas à cultura do café, como espressocappuccino e barista são italianas, então não é de se estranhar que a capital do país transborde de fãs da bebida.

Mesmo que os moradores pareçam sempre apressados, muitos encontram tempo para se dedicar ao seu ritual de café matinal.

“Em Roma não existe café para viagem”, diz Elizabeth Minchilli, autora de um blog sobre sua experiência de 25 anos na capital italiana.

“Mesmo se for para tomar um café no balcão, os romanos param e saboreiam o que têm à sua frente, sempre aproveitando para puxar conversa com os amigos, o barista ou com quem estiver por perto.”

Uma das áreas da cidade mais convidativas a essa pausa é o centro histórico. Os moradores mais elegantes se reúnem na Piazza San Lorenzo in Lucina, perto do Parlamento, enquanto os cidadãos mais descontraídos lotam os cafés da Piazza Madonna dei Monti.

Qualquer que seja o local escolhido, os italianos têm um código não estabelecido para o que bebem: o cappuccino é para as manhãs e o expresso, para depois da refeição.

À noite, a versão mais pedida é o caffè corretto, um expresso servido com um pouco de grappa ou de conhaque – a maneira perfeita de encerrar o dia ou de começar a balada.

Viena (Áustria)

Uma das menores capitais europeias, Viena oferece o melhor dos dois mundos: a vida cultural de uma grande metrópole e a tranquilidade de uma cidade pequena.

Os habitantes são normalmente reservados mas tratam bem os turistas e gostam de ouvir a opinião dos estrangeiros sobre a cidade.

Os cafés locais são o lugar ideal para essas conversas. “Os vienenses valorizam muito o frescor proporcionado por um encontro com visitantes”, afirma Eugene Quinn, britânico radicado na Áustria, que organiza mensalmente um clube de discussões em inglês chamado Vienna Coffeehouse Conversations.

Os elegantes cafés da cidade, como o Café Central, o Landtmann, o Griensteindl e o Demel, são bastante procurados por turistas. Mas os locais preferem se reunir em estabelecimentos menos conhecidos, como o Café Frauenhuber, o Braunerhof e o Sperholf.

“Pelo menos metade dos clientes desses lugares é de frequentadores assíduos”, diz Christina Pritz, que mora perto do Augarten Park.

Tanto Pritz como Quinn recomendam o Café Phil, no 6º Distrito. Forrado de livros que podem ser emprestados, o lugar também abriga concertos de música clássica ou DJs à noite.

Ambos também elogiam o Café Hawelka, no 1º Distrito, onde o espaço pequeno obriga estranhos a se sentarem juntos, o que invariavelmente leva a uma boa conversa.

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